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UMBANDA E A CREMAÇÃO

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UMBANDA E A CREMAÇÃO

Mensagem por Mauricio D'Ogum em Dom 13 Nov 2011, 20:12

UMBANDA E A CREMAÇÃO

A Umbanda em sua doutrina entende que o ser encarnado é possuidor de corpos de sua consciência espiritual. Assim todo ser encarnado possui um corpo mental que é sede da consciência, sutil veículo de matéria mental. Um segundo corpo, que chamamos de Astral, é sede dos desejos, o qual é constituído de matéria astral. O 3º é o físico propriamente dito. É o corpo das sensações e objetivações concretas sendo constituído de matéria física. No fenômeno da chamada “morte” é o corpo físico que o ser astral perde. E, é sobre este corpo físico que se faz a cremação, sobre ele pois nos ateremos mais profundamente. O corpo físico é dividido: corpo físico denso, constituído principalmente de conjunto de átomos que formam as moléculas desde as mais simples às mais complexas. De uma forma geral somos compostos de: carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio, de maneira habilmente combinada formando os compostos nitrogenados e carbônicos. Temos, também, os oligoelementos tais como cobre, molibdênio, zinco, alumínio, alguns sais principalmente nos elementos esqueléticos onde temos os fosfatos de cálcio e outros. No equilíbrio hidroeletrolítico do organismo através do sódio, potássio, cloro e cálcio, responsáveis pela maior parte dos fenômenos da condução elétrica principalmente pelo sistema nervoso central e periférico.

Assim temos os elementos protídicos, lipídicos, glicídicos e vitamínicos os quais em proporções adequadas na alimentação ajudam a manutenção da vida física.

Não somos corpos com espíritos dentro, somos, isso sim, espíritos eternos temporariamente num corpo físico, com um objetivo nobre — a evolução moral e intelectual. Quando esse corpo físico se deteriora, o espírito deixa-o, retornando à pátria espiritual, para logo que possível voltar à gleba terrestre revestido de um novo corpo físico que lhe dará o ensejo de novas experiências no planeta, novas oportunidades de evolução, bem como de terminar ou completar aquilo que porventura não conseguiu na existência carnal anterior.
Nesse sentido, o corpo físico é como uma peça de roupa que adquirimos. É importante pelo seu preço e qualidade, há que preservá-lo ao máximo para que nos dure e seja útil o maior número de dias possível. Quando a peça de vestuário se deteriora é posta de parte e logo substituída por outra em melhores condições. Ora, o corpo físico não é mais do que a roupagem que o espírito utiliza para se poder manifestar e viver neste planeta. Nesse sentido, a partir do momento em que o espírito se desprende do corpo físico, deixa de ser importante a finalidade que lhe é atribuída, se ser enterrado ou cremado. As razões pró e contra são mais de ordem social e humana do que propriamente de ordem espiritual.


Segundo Rivas Neto:
O corpo físico etérico é visto pela clarividência como um halo que envolve o corpo físico denso e é de cor azul acinzentado sendo menos ou mais pálido dependendo da vitalidade do ser. É neste corpo etérico que se condensa o prana ou energia vital a qual é mobilizada ao corpo físico através das glândulas endócrinas principalmente pela epífise, e o baço que embora não seja uma glândula é o produtor de elementos vitais para o organismo, alguns até desconhecidos pela própria medicina terrena. Quando da morte física que é um sopro renovador, perde seu corpo físico denso e após 72 horas há dissolução do corpo etérico que é, intermediário entre o físico e o astral. Após o desencarne, o corpo astral se desliga do físico num período de 16 à 24 horas, quando são cortados os fios fluídico-magnéticos, que mantinham as células vivas. Como o corpo astral ao se desligar leva consigo parte do corpo etérico não se aconselha a cremação antes de 72 horas, pois poderia trazer sérios danos ao corpo astral, prejudicando a evolução do ser espiritual.

Acontece que a pessoa desencarnada (falecida) se foi correta e aproveitou bem a existência física, para ela é-lhe indiferente o destino do cadáver, já que outros horizontes mais felizes se lhe descerram, estando desprendido da vida terrena e sendo amparado quer por familiares quer por amigos espirituais que a orientam na nova vida que então começa, no plano espiritual. Se a pessoa está demasiado agarrada à vida material, seja no campo da avareza, seja na dependência de tudo aquilo que a prende à matéria, certamente ao desencarnar ser-lhe-á mais difícil desprender-se daquilo pelo qual a sua mente está obcecada — a matéria, os bens materiais, etc.. Muitos deles demoram-se por longos períodos junto à crosta terrestre até que se apercebam da sua real situação e se disponham a objetivar novos valores existenciais.

Questionado sobre se o espírito desencarnado pode sofrer com a cremação dos elementos cadavéricos, Emmanuel, um espírito que se comunica regularmente através do médium Francisco Cândido Xavier, opina: «Na cremação, faz-se mister exercer a piedade com os cadáveres, procrastinando por mais horas o ato da destruição das vísceras materiais, pois, de certo modo, existem sempre muitos ecos de sensibilidade entre o espírito desencarnado e o corpo onde se extinguiu o "tónus vital", nas primeiras horas sequentes ao desenlace, em vista dos fluidos orgânicos que ainda solicitam a alma para as sensações da existência material.»

Perispírito o que é e como fica.

Nosso corpo material, que é energia densificada, se liga ao Espírito, Ser Inteligente de essência sublimada, através do perispírito elemento mediador entre os dois corpos de naturezas extremamente diferentes. O perispírito é um envoltório semimaterial do Espírito, constituído de substância etérea e sutil, mais fluídica do que material, sendo que esta parte material é muito menos denso do que a matéria do corpo de carne.

Para dar vida ao corpo carnal, o perispírito se liga a ele, célula a célula, elemento a elemento, como se existissem feixes de fios fluídicos, estabelecendo a conexão celular material com o Espírito. É assim que tudo o que se passa no corpo material, o Espírito toma conhecimento através da ligação existente e, no sentido inverso, todas as decisões, ordens, desejos, vontades e até mesmo todos os sentimentos do Espírito chegam à estrutura celular ou nela se refletem, através do mesmo canal fluídico.

Quando, por exemplo, cortamos acidentalmente um dedo, as células danificadas, desestruturadas, comunicam ao Perispirito o traumatismo ocorrido e o Espírito sente, como conseqüência, a dor, pois não é a matéria que sente dor e sim o Espírito. Inversamente, quando o Espírito delibera, por exemplo, erguer o braço direito do corpo material, este obedece à ordem e se levanta, porque as instruções emitidas pelo Espírito (esta é a sua vontade), são repassadas às células nervosas do cérebro material que simplesmente obedecem, transmitindo o desejo do Espírito de levantar o braço direito, neste caso. O cérebro funciona aqui como mero receptor da ordem do Espírito e aciona a rede nervosa que atinge o órgão envolvido que é o braço direito. Igualmente, pelo mesmo conduto fluídico o Espírito extravasa, também, para o corpo carnal, todos os seus sentimentos, bons ou maus: sentimentos de alegria ou tristeza, serenidade ou angústia, amor ou ódio e muitos outros, que irão revitalizar as células materiais ou produzir nelas distúrbios que podem se complicar, causando mal-estar e até doenças.




Cremação: Sim ou Não?

A cremação está em voga nos dias de hoje. Hábito já enraízado em alguns países, começa a despontar em Portugal. Tem a anuência de uns e a forte oposição de outros. Quanto ao espiritismo, o que poderá ele trazer-nos de novo em relação a este tema?

Cremação não é mais do que a redução dos cadáveres a cinzas. Tem vindo a ganhar adeptos um pouco por todo o mundo. Tem apoiantes e combatentes da ideia, como geralmente acontece com todas as novidades.

Habituámo-nos à ideia através dos filmes americanos e, mais recentemente, com as novelas brasileiras, onde vemos os familiares do desencarnado (espírito liberto da carne pelo processo da morte física) a espalharem as cinzas num determinado local, ou pura e simplesmente a guardá-las religiosamente num jazigo familiar.

Para outros, poderá ser apenas uma moda, e se alguns admitem razões mais ou menos válidas para o ato da cremação (por exemplo, falta de espaço nos cemitérios, mais higiénico, mais prático, etc.) outros querem-na pura e simplesmente por modismo. Hoje em dia é chique ser cremado, é quase uma questão de "status".

Outros alegam que a cremação é uma falta de respeito para com o familiar falecido e que há que dar um pouco de dignidade à sua memória. Outros ainda, acreditando na ressurreição dos corpos físicos em decomposição, opõem-se fortemente a esta prática, não vá ela contrariar suas crenças.

As opiniões são múltiplas, e respeitáveis, como não podia deixar de ser.

O Espiritualistas de um modo geral, não fazem a apologia do corpo físico, não o idolatra nem o despreza, dando-lhe apenas a importância que ele tem e só essa, despindo-se de todas as excentricidades que entretanto a Humanidade foi criando em volta dos cadáveres.


É claro que nada disto é taxativo, na questão do tempo de desenlace, pois se uns se desprendem rapidamente do corpo, outros poderão demorar-se bastante tempo ainda com sensações corporais, como acontece com alguns suicidas.

O fenômeno da morte nada mais é do que o desligamento de todos os fios fluídicos do perispírito, liberando o Espírito do cárcere material. Uma vez ocorrido tal desligamento no processo da morte, o Espírito não pode voltar a animar aquele que foi o seu veículo de carne.
A cremação será uma questão de opção tendo em conta as vantagens e inconvenientes sociais, já que o cadáver nenhum valor tem como tal.

A verdadeira preocupação é em dar um roteiro de melhoria para os locatários dos corpos físicos, isto é, para todos nós, espíritos imortais que nos encontramos em viagem de aprendizado no roteiro terrestre.

Fontes:
Revista de Espiritismo nº. 33, Outubro/Dezembro 1996
http://www.ceismael.com.br/tema/cremacao-e-espiritismo.htm
Freddy Brandi
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Mauricio D'Ogum
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